• FONAS 2026 GOVERNO REFORÇA SANEAMENTO COMO PRIORIDADE ESTRATÉGICA EM ANGOLA


    O Ministério do Ambiente, em parceria com o Ministério da Energia e Águas e o UNICEF, realizou hoje 10 de Setembro, em Luanda, o workshop sobre “Saneamento como Prioridade Estratégica Sectorial”, no quadro do Fórum Nacional de Água e Saneamento (FONAS).

    O encontro, dedicado à discussão do Eixo 3 do FONAS, reuniu representantes dos órgãos centrais e provinciais, do UNICEF, da sociedade civil e de associações de defesa do ambiente, com o objectivo de definir prioridades para o fortalecimento do saneamento em Angola.

    Na abertura, o secretário de Estado para o Ambiente, Iury Santos, e representação da Ministra do Ambiente, afirmou que o país produz diariamente cerca de 19 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, sendo 39 por cento matéria orgânica e 24 por cento plásticos.

    Apontou as lixeiras a céu aberto, a insuficiência de infra-estruturas de deposição final, a baixa taxa de reciclagem e a defecação ao ar livre como alguns dos principais desafios do sector.

    Em representação do UNICEF, Louise Moreira Daniels, chefe da Secção de Políticas Sociais, reafirmou o compromisso da organização em apoiar o Governo e os parceiros no fortalecimento do sector de água, saneamento e higiene, destacando a sua importância para a saúde, a dignidade humana, a protecção ambiental e o desenvolvimento social.

    A directora nacional do Ambiente, Hassana Lima, destacou os esforços do Governo e das administrações provinciais para melhorar a recolha de resíduos sólidos e informou sobre a recente consignação do Centro de Valorização de Resíduos do Huambo.

    Durante o encontro, foi igualmente realçada a importância da educação ambiental na promoção de mudanças de comportamento e no envolvimento das comunidades na resolução dos problemas de saneamento. Angola conta, desde 2022, com uma Estratégia Nacional de Saneamento, aprovada pelo Decreto Presidencial n.º 149/22.

    O workshop serviu para reforçar a coordenação entre os diferentes intervenientes e incentivar a implementação de acções que contribuam para melhorar o acesso ao saneamento, reduzir a deposição inadequada de resíduos e elevar a qualidade de vida das populações.

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